Relação Pais e Filhos - Culpa
A gravidez foi ótima. O nenê nasceu muito bem. As consultas mostram que o desenvolvimento do bebê, em todos os aspectos está ótimo. De repente, não mais que de repente ... parece que tudo desaba. Sem mais nem menos, aquela paz e aquele equilíbrio se desfazem. Mas o que aconteceu ???????
A mamãe tem que voltar ao trabalho e vai ter que "abandonar" seu bebê. Isso mesmo: a-b-a-n-d-o-n-a-r. Não, ela não vai deixá-lo com a avó, ou com a babá, ou no berçário. Isso seria muito fácil. A sensação que a mamãe tem é a de abandono. E esta sensação a consome.
Ou então, o casal que se dava tão bem, por inúmeras razões, se separa. Os filhos passam (ou não), a vivenciar algumas situações (na escola, em casa, de saúde) que preocupam todos os envolvidos, tanto no presente como para o futuro destes "filhos-de-pais-separados".
E então, como resultado final, aparece o monstro que povoa os maiores pesadelos de todos os envolvidos (pais, avós, resto da família, o pediatra, etc, etc. e etc): A CULPA.
A partir daí, começam os problemas. Os meus problemas como pediatra. Em nome da culpa, tudo é possível e tudo é permitido. E então, horário de sono, horário de mamada, banho, escovação de dentes, enfim, toda rotina desaparece.
Mas eu busquei ajuda. Entrei no google e fazendo uma pesquisa básica, achei um texto perfeito de uma psicóloga e escritora que eu conheço e respeito muito. Entrei em contato com ela e fui "presenteado" com a autorização de colocar este texto aqui no site, para vocês.
Agora sim. Agora estou preparado para enfrentar mais este desafio e para ajudar, um pouco mais, as mamães que passam por este problema. E, sem mais enrolação, passo para vocês o texto escrito pela Lidia Rosemberg Aratangy.
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